MINIMAL PARIS

A história que vamos contar a seguir parece não pertencer aos dias de hoje. Leva-nos de volta ao tempo dos benfeitores e artistas, orçamentos ilimitados e liberdade total de criação.

Esta história tem como personagens principais o arquitecto e designer Joseph Dirand e a sua fada-madrinha, uma herdeira de uma grande fortuna na Europa de Leste. O conto inicia-se com dois apartamentos de 600m2 na Avenue Montaigne, local onde estão concentradas todas as principais lojas das grandes casas da moda francesa. A filha da proprietária, já fã do trabalho de Dirand, apresentou-o à sua mãe. A conversa prolongou-se por horas e quando a herdeira pôde, finalmente, compreender a essência do arquitecto ela concedeu-lhe um desejo - o de transformar em realidade o projecto dos seus sonhos, sem restrições e sem orçamento.

Dirand agarrou esta oportunidade para explorar limites e depurar a estética ao seu expoente máximo. O arquitecto assume que esta não é uma residência, é um set dramático e minimalista. É uma experiência cognitiva onde nada é resultado do acaso, tudo é fruto de uma curadoria obsessiva - as cores, a arte e a materialidade traduzem elegância e sofisticação para o espaço. O resultado final é, nas palavras de Joseph Durand, um cenário para uma rainha moderna.